terça-feira, 16 de setembro de 2014

IV Concerto de Inverno de Jacobina (Por Nívia Sampaio)




 ‘Este texto será escrito em primeira pessoa porque será mais um depoimento do que uma matéria.’

Aconteceu ontem à noite, domingo (14), no auditório do Colégio Municipal Gilberto Dias Miranda (COMUJA), o IV Concerto de Inverno de Jacobina, sob a regência do licenciando em Música, pela Universidade Estadual de Feira de Santana (UEFS), Jal Nunes e a coordenação de Jeane Lemos. A apresentação contou com a participação de vários convidados, como o regente da Filarmônica 2 de Janeiro, Celso Santos e vários dos músicos componentes da mesma; o regente da Filarmônica Rio do Ouro, Joel Cruz e alguns dos músicos componentes dela. Além das filarmônicas, o evento contou com a participação de Ubirajara Santos, Daniel Alves (violão), Banda Santo Sou, Al Cícero Luthier, Canindé e eu, Nívia Sampaio, tive também o privilégio de participar desse evento tão importante para a cidade de Jacobina. 

Muitas vezes me pego em casa pensando no que a música pode fazer e os benefícios que ela traz à vida de cada um que dá à ela um pouco de atenção. Quando escuto uma música, por incrível que possa parecer, eu me transfiro para um mundo paralelo que não consigo explicar em palavras, ela me traz uma emoção que não consigo controlar, eu perco os meus sentidos e me desligo do restante do mundo por instantes e esta, posso afirmar, é a melhor sensação do mundo!

Mais especificamente se tratando da música jacobinense, eu posso dizer com todas as letras que sou abençoada por ter oportunidades tão grandiosas quanto as que encontro pela minha jornada. Eu tenho a honra de dividir palcos e momentos tão preciosos com músicos que dão sua alma pela música e fazem dela sua motivação de vida. Ver crianças que, assim como eu, levam a música tão a sério desde tão novinhas e sabem respeitar uma canção assim como ela merece, me faz acreditar cada mais, que a melhor forma de expressar seus medos, felicidade, angústia, desejos... é através da música.


Eu tentei me controlar durante todo o concerto de ontem à noite. Por várias vezes quis chorar olhando para aquelas pessoas que estavam em cima do placo e estavam ali porque isto é realmente o que elas gostariam de estar fazendo! Quantos jovens e adolescentes trocam momentos como esses para estarem pelas ruas cometendo atos de vandalismo, usando drogas ou machucando pessoas? Para mim, o que leva uma pessoa a cometer ações deste tipo, não é a falta de educação do nosso país, não é a falta de opção, até porque opções são muitas e você é quem escreve sua história a partir de suas escolhas. Não culpe a sociedade porque você não soube escolher um bom caminho para a sua vida. Projetos com música, geralmente, são coordenados por pessoas que acreditam no lado bom das outras e fazem isso de graça, somente pelo prazer de ver uma música ser tocada ou cantada. Acredite no poder de influência que a música pode causar em seu corpo e espírito e tudo será diferente em sua vida.
 Por: Nívia Sampaio/Rota 324.

 
Fonte: http://www.augustourgente.com.br/2014/09/iv-concerto-de-inverno-de-jacobina.html

quarta-feira, 20 de agosto de 2014

Cícero Matos expõe sua arte na Câmara dos Deputados em Brasília

Cícero e a sua companheira Aurivone Ferreira.
 
Às 18:30h desta terça-feira (19/08/14) houve um 'Encontro com o Artista' Cícero Matos na Galeria de Artes do 10º andar da Câmara dos Deputados em Brasília/DF.

A exposição 'Sertão Forte' teve sua visitação aberta ao público às 9h desta quinta, 20, onde o Jacobinense C. Matos terá a oportunidade de exibir suas pinturas em óleo sobre tela até o dia 12 de setembro.

Cícero retrata em muitas telas a cultura da cidade de Jacobina, como a Marujada, Igreja da Missão, Serra do Cruzeiro com traços únicos.

Fonte: http://www.augustourgente.com.br/
 

quarta-feira, 30 de julho de 2014

Reconhecimento tardio (Por Geferson Carvalho - Membro da AJL)


O ditado “na sepultura, todo homem torna-se bom” tem um fundo de verdade, na medida em que a morte reserva seus protocolos especiais. Ela cria uma “quarentena” na qual a menção a qualquer imagem negativa deve ser evitada pelo público, pelo menos até o destino final do corpo do defunto. A crença geral ensina que, por mais pecadora uma pessoa tenha sido, sempre merecerá um honroso funeral. Por mais insignificante tenha sido sua vida, sua lápide sempre caberá o relato de um legado bom, a ser contado às próximas gerações. Com raras exceções, a expressão mais ouvida dentro e fora de um velório é a de que o falecido “era uma pessoa boa”. Muitas vezes, soa tão exageradamente – “quase um anjo”.

Ademais, no mundo dos vivos, um simples mortal pode sair instantaneamente de um contexto de descrédito, rejeição, abandono ou inimizade para um nível mais confortável: sobram lisonjas e graciosidades. Para isso acontecer, basta o sujeito bater as botas. Os mais severos credores, que outrora estavam no encalço do recém-defunto, como um cão à procura de uma raposa, não podem resistir às mais “sinceras” homenagens. Além das dívidas perdoadas, um pomposo feixe de flores, lançado sobre o caixão, diante do público, é capaz de transmitir um ato profundo de condolência à família do de cujus.

Esta cena não é incomum: aquela figura considerada persona non grata, que todo mundo evitava estar próximo, de repente consegue atrair multidões para lhe prestar as últimas homenagens póstumas. Nestas horas, vida e morte se chocam. As pessoas deixam de lado as antigas concepções, rótulos e tratamentos surrados, palavras ferinas, e um sentimento de humanidade, misturado com saudade, aparece trazendo um novo olhar, embora tardio, pois para o morto nenhuma mudança surte efeito.

Espera aí! Não se engane: aquelas mãos ingratas que humilharam ontem, por exemplo, com um tapa na cara, são as mesmas que hoje enxugam as lágrimas do rosto enquanto deixam cair as pétalas trazidas em suas palmas! A delicadeza diante da morte deseja redimir a aspereza aplicada diante da vida. Nos murros da morte, talvez ainda haja tempo de se reconhecer a dignidade ignorada do outro!

Pois é. A morte possibilita um choque incrível em nossa consciência, de tal forma que a sensibilidade aflora numa irradiante lucidez. É um estralar de dedos. Nesse processo, então acordamos e conseguimos enxergar o verdadeiro valor daquele ser humano perdido e o quanto a sua falta nos faz. Quando isso acontece, desconcertados, tomado por um profundo pesar, choramos sem medida e nos esforçamos sobremaneira para externar nossos sentimentos, os quais foram negados, em vida, quando tínhamos oportunidade de expressá-los à pessoa.

Geferson Carvalho é membro da Academia Jacobinense de Letras - 30.07.14


Fonte: http://jornalvirus.com/reconhecimentoTardio.html

10º FORROCK FOI 10! (Por Professor Márcio Melo)


“Nunca mais seremos os mesmos Por mais que a gente tente.”
(Nenhum de Nós, “Exatamente Igual”, álbum “Contos Acústicos de Água e Fogo”)

27 de junho foi dia de FORROCK, o 10º. Há muitos anos que vinha querendo participar deste evento, que acontece na cidade de Andorinha, no norte da Bahia. Acontece que, vários motivos, a cada ano, não me permitiam ir, e sempre adiava. Este ano foi diferente, porque já tinha visto um show da Banda Prole 64, um tributo a Legião Urbana, que gostei muito, e também a vinda da banda gaúcha Nenhum de Nós, uma das minhas preferidas há vinte anos, deu um gás a mais na vontade. E fui.

A cidade estava toda enfeitada por causa do São Pedro, cheia de gente, de vozes de moças e rapazes, homens e mulheres de muitos lugares e cidades diferentes. Não sei se os meios de comunicação se interessaram como deveriam pelo evento, mas todos aqueles que souberam pelas redes sociais, que se motivaram, e que foram, como eu, tiveram a oportunidade de se emocionar com a diversidade e a beleza do rock. Como tinha no slogan: “Todas as tribos, um único som”. A música que bateu ali veio de lugares distantes - de Porto Alegre, de Andorinha. As duas bandas colocaram em estado de graça o público que assistiu ao som e aos gestos de sua apresentação. Até a chuva ajudou.

As mais de duas mil pessoas estavam expostas à aplicação de dose reforçada de som de alta qualidade. As duas bandas, afinadíssimas, e com repertórios maravilhosos, nos deixaram, por mais de duas horas, livres dos excessos gordurosos e de mau gosto que poluem nossos ouvidos no dia a dia, do envenenamento mental que nos querem impor os rádios, as televisões e a indústria cultural. Com certeza, o sentimento de estar num ambiente salutar e regenerador tomou conta de todos que se deslocaram, naquela sexta-feira, em pleno inverno, até Andorinha.

Com as vozes e instrumentos dominando o espaço, não houve chuva e frio que impedisse o ir e vir dos ávidos do bom ouvir. Teve gente que viajou mil quilômetros! Melodias e harmonias se casavam e provocavam êxtases. O encontro daquelas duas bandas de rock foi uma festa de criação e felicidade, troca de notas e início de amizades e parcerias, admiração recíproca que se completava em abraços, aplausos. As fotos e os vídeos não me deixam mentir ou exagerar. A receptividade das duas bandas, ao final dos shows, foi muito elogiada depois.

E no ano que vem tem mais. Os nossos passos vão nos levar para lá. A cidade é aconchegante, como boa parte de nossas cidades. E quando as pessoas encontram, em qualquer cidade, seu pouso, uma boa receptividade e acolhida, é para lá que elas voltam sempre. Vamos nos impregnar novamente do clima musical, olhar com atenção as pessoas, ladeiras e serras lindas, respirar o ar de poesia e liberdade, que são a essência do nosso país e, mais uma vez, celebrar o encontro fraterno entre artistas e público. Em Andorinha, no FORROCK, eu me senti bem e imaginei muita coisa boa.

(Márcio Melo, professor em Jacobina, Bahia)

Fonte: http://jornalvirus.com/10forrock.html

domingo, 27 de julho de 2014

Ocaso Payayá


Cacique Juvenal Teodoro Payayá

Com meu amigo Neto Payayá.

A alma de um “desalmado” Payayá
Paira sobre o campo aberto...

Com medo no olhar,
Vê a chegada do “homem câncer”
Com sede de sangue
E ambição dourada no coração...

Com tristeza no olhar,
Vê sua mãe terra ser desbastada,
Escavada, espoliada
Sem pena e sem dó...

Com aflição no olhar
Procura vestígios dos seus irmãos
De heroico passado
E sonhos de futuro melhor...

Com um olhar melancólico
Transforma-se num pássaro,
Voa em direção ao horizonte
E integra-se ao sol
Que brilha intensamente
Sobre os filhos de Jacó e Bina.


Publicado no site "Recanto das Letras" por Ivan Aquino

em 12/12/2009 Código do texto: T1975068
Obs. Este texto já foi publicado anteriormente, mas por mais que o tempo passe,
sempre acho que ele é atual. 

quarta-feira, 23 de julho de 2014

Escritor Ariano Suassuna morre aos 87 anos em Pernambuco




O escritor Ariano Suassuna, autor de livros como "O Auto da Compadecida" e "O Santo e a Porca", morreu nesta quarta-feira (23), aos 87 anos. Ele estava internado desde a noite de segunda-feira no Real Hospital Português de Recife, após sofrer um AVC hemorrágico.
O Real Hospital Português informou em nota que o escritor e dramaturgo paraibano Ariano Suassuna veio a óbito às 17h15 desta quarta-feira, 23, às 17h15, após parada cardíaca provocada pela hipertensão intracraniana. A família ainda não informou os detalhes do funeral.

O agravamento do estado de saúde de Suassuna veio após sofrer um AVC hemorrágico na segunda-feira, 21 e ter sido submetido a cirurgia para colocação de dois drenos para controlar a pressão intracraniana.

Em agosto do ano passado, Suassuna passou por duas internações seguidas. Sofreu um enfarte do miocárdio e logo depois e um aneurisma cerebral. Recuperou-se e estava em plena atividade. Foi o homenageado do bloco carnavalesco recifense Galo da Madrugada, no carnaval, e semana passada ministrou uma aula-espetáculo no Festival de Inverno de Garanhuns, no agreste pernambucano.

Autor de obras como "O Auto da Compadecida", "Uma mulher vestida de sol" e "Romance da Pedra do Reino", Ariano Suassuna foi o idealizador do Movimento Armorial, na década de 1970 - arte erudita a partir de elementos da cultura popular nordestina em todas as áreas música, dança, artes plásticas.

Suassuna foi secretário estadual de Cultura no período 1994-1998, durante o governo de Miguel Arraes (1916-2005) e assumiu o mesmo cargo, como secretário especial no primeiro mandato do governo Eduardo Campos (PSB), neto de Arraes, em 2007. Seu foco sempre foi o da valorização da cultura popular, posicionando-se também contra qualquer estrangeirismo da língua portuguesa.

Engajado na campanha presidencial de Campos, esteve presente no lançamento da sua candidatura em Brasília e participou, no dia sete, de um encontro da militância do candidato, no Paço Alfândega, no Recife.

Em três semanas, é o terceiro acadêmico a morrer. No dia 3 foi Ivan Junqueira. Em seguida, João Ubaldo Ribeiro, na sexta passada.

Fonte: https://br.noticias.yahoo.com/morre-ariano-suassuna-210758976.html

segunda-feira, 21 de julho de 2014