quarta-feira, 30 de novembro de 2016

quarta-feira, 23 de novembro de 2016

Sou maluco à minha maneira... (Ivan Aquino)



No silêncio,
Ouvindo o que ninguém fala...
No riso contido
Das cenas cotidianas...
No olhar para o vazio,
Observando as minúcias que ninguém vê...
Nas palavras que calo
Quando não vale à pena falar...
Sou maluco à minha maneira...


Na aparente lucidez
Que represento para me esconder...
Sou maluco à minha maneira...

domingo, 8 de maio de 2016

CAMINHANDO - Simão Barros


CAMINHANDO

Por quanto ainda ande
Meu caminho trilha a imensidão
De uma planície sem fim
Com meus passos, lentos, firmes
Dispostos, fortes, solidário
Deixando marcas profundas no solo
Sem afundar com o peso nos ombros
Sem dúvida, vou; meu Deus guiando-me
Na certeza que este ir é a própria vida
São os dias vividos, por vezes sérios,
Tristes, alegres, longos,  mas nunca perdidos
Nunca vendo um futuro longe
Mas um agora perto de mim
Ao meu alcance de fazer por mim,
Pela minha vida e a do outro
Simão Barros
Jacobina-2016

terça-feira, 19 de abril de 2016

CMatos é uma entidade...



CMatos é uma entidade,
Pai
Filho
Marido
Espírito Santo
e manco...
CMatos,
Anjo
Vampiro
Criador...
É
Ator
Cantor
pintor ...
Uma
Celebridade,
Guru dos loucos
 Porra “loca”
Pra ao que se acham “normais”
Entidade,
Bicho solto,
Legal, escroto,
Eterno ...
CMatos é uma entidade.
(Jacobina,  05 de abril de 2016)

terça-feira, 16 de fevereiro de 2016

Há 40 anos, Belchior lançava Alucinação, sua obra-prima,




Existem certos discos que são consenso entre público e crítica na história da música brasileira. Alucinação, quarto disco de Antônio Carlos Gomes Belchior Fontenelle Fernandes, ou simplesmente Belchior, é um desses. Belchior fez de Alucinação sua obra-prima, um dos pilares para se compreender nossa cultura a partir da música, e em fevereiro de 2016 o disco completa 40 anos.

Por Alejandro Mercado

Cearense de Sobral, Belchior foi predestinado a ser um artista. Filho de músicos (seu pai era flautista e sua mãe cantora de coral), sobrinho de poetas, foi em grandes cantores da era do rádio que buscou influências. Largar a faculdade de Medicina para apostar na carreira musical foi um risco que, hoje, precisamos agradecer que ele tenha corrido.
Eterno defensor da liberdade de expressão, Belchior é um ícone do cancioneiro nacional, seja por sua voz grave, seja por abordar temas de relevância social ou por abordar como poucos seus conflitos internos e sua busca por se encaixar na sociedade múltipla.
E a síntese de toda sua genialidade artística pode ser conferida nas 10 faixas de Alucinação. Para o disco, Belchior chamou um time de grandes músicos, entre eles o baixista Paulo César Barros, um dos fundadores da Renato e Seus Blue Caps. Belchior soube como poucos definir toda a complexidade de sua geração, retratando com lirismo o “absurdo” em ser um “rapaz latino-americano”, como diz a faixa Apenas um Rapaz Latino-Americano, canção que abre o disco.

Outras canções, como Velha Roupa Colorida e Como Nossos Pais, entraram para nossa memória auditiva muito por conta das estonteantes interpretações de Elis Regina. Mas, quando ouvidas na voz de seu compositor, é possível notar que em cada sílaba, em cada estrofe, há uma dor latente, uma busca pela autocompreensão. “Ano passado eu morri, mas esse ano eu não morro”, canta o músico em Sujeito de Sorte. O lado A do LP encerrava com Como o Diabo Gosta, que escondia em suas linhas irônicas a veia pulsante da rebeldia de Belchior.

O lado B inicia com a homônima Alucinação e seu manifesto pelas coisas reais. Não Leve Flores e A Palo Seco abrem o peito do cearense de Sobral, como se ele entregasse a dualidade da própria vida em nossas mãos, num exercício de expurgar demônios para renascer. Fotografia 3×4 e Antes do Fim encerram o trabalho que, 40 anos depois, ainda é um dos registros mais ímpares da música brasileira.

Sesc Pinheiros promove homenagem a Belchior

Os 40 anos de Alucinação não passarão em branco. O Sesc Pinheiros será palco para o projeto Velha Roupa Colorida – Homenagem a Belchior, no próximo dia 25 deste mês. No palco, Dani Black, Pélico, Hélio Flanders (Vanguart) e Teago Oliveira (Maglore), nomes da nova cena musical brasileira, interpretarão sucessos da carreira de Belchior. Fazem parte do repertório Medo de Avião, Divina Comédia Humana e Como Nossos Pais.
O objetivo da iniciativa é revisitar os clássicos produzidos pelo músico cearense. “Na maioria das músicas que serão tocadas no evento, os arranjos são bem semelhantes aos originais, mas alguns foram alterados, para da uma linguagem mais atual ao projeto”, afirmou Xuxa Levy, maestro responsável pela direção artística e musical do evento.

Ouça o disco Alucinação:
Fonte: A Escotilha / http://www.vermelho.org.br/noticia/276328-1


sábado, 11 de abril de 2015

Na estação...


Na estação,
Parado, calado,
Aguardo um trem...

Chega uma brisa fria.
Nuvens e chuvas
Deixam verde a natureza.
E o trem não chega...

Vêm as flores.
Abelhas e borboletas
Enfeitam os bosques e campos
Com um colorido todo especial.
E eu parado, calado...

Vêm os frutos,
Em abundância e saborosos,
Alimentar vidas.
E eu aguardando...

Vem o sol.
Irradiante e imponente
Traz luz e calor,
Energizando-nos
Para viver a vida,
E eu...

Vai te pra porra
Que eu não vou
Ficar aqui parado
Vendo a vida passar.
Eu vou é viver
Todas as estações
Que passam por mim!